Tráfego Pago
Quanto investir em tráfego pago: como calcular o orçamento da sua empresa em Dourados
Descubra quanto investir em tráfego pago a partir da sua margem e do seu ticket médio, com o cálculo passo a passo e os erros que fazem a verba sumir.
Por Equipe Criafix · · 8 min de leitura
Quanto investir em tráfego pago? Se você pesquisou isso no Google, já deve ter visto dezenas de respostas com faixas de valores. Quase nenhuma serve para a sua empresa, porque foram tiradas do negócio de outra pessoa.
A boa notícia: dá para chegar a um número seu, com uma conta simples, antes de gastar o primeiro real.
Resposta rápida
O valor certo para investir em tráfego pago sai de quatro números da sua empresa: o lucro por cliente, quanto você aceita pagar para conquistar cada um, quantos clientes novos quer por mês e quantos a equipe consegue atender. Multiplique o custo máximo por cliente pela meta de clientes e você tem o teto mensal de mídia.
Simples assim? Quase. O resto deste artigo é sobre o "quase".
Por que as tabelas de "invista R$ X por mês" enganam
Uma clínica odontológica no centro de Dourados e uma loja de peças agrícolas na saída para Ponta Porã podem anunciar no mesmo Instagram, para o mesmo público, e precisar de orçamentos completamente diferentes.
O dentista fecha um tratamento de alguns milhares de reais com um único paciente. A loja de peças vende itens de ticket baixo, com margem apertada, e depende de volume. Se os dois seguirem a mesma tabela de investimento, um deles vai gastar demais ou de menos.
Por isso começamos sempre pelos números do negócio, e não pela plataforma.
Como calcular quanto investir em tráfego pago (passo a passo)

1. Descubra quanto você lucra com um cliente
Pegue o valor médio que um cliente gasta com você e tire os custos daquela venda (produto, comissão, imposto, entrega). O que sobra é o lucro por cliente.
Se o cliente costuma voltar, considere as compras dos primeiros meses, e não só a primeira. Uma academia, por exemplo, não lucra com a matrícula: lucra com as mensalidades seguintes.
O que dá errado aqui: usar o faturamento em vez do lucro. Com o faturamento, o custo por cliente que você "pode pagar" fica inflado, e a campanha parece boa enquanto come a sua margem.
2. Defina o custo máximo por cliente
Esse é o seu custo de aquisição de cliente (CAC) máximo: quanto do lucro de um cliente você topa investir para trazê-lo.
Não existe porcentagem mágica. Uma empresa que precisa de caixa agora vai aceitar pouco. Uma empresa que sabe que o cliente fica anos pode aceitar investir quase todo o lucro da primeira venda.
3. Defina quantos clientes novos você quer (e consegue atender)
Aqui muita gente erra para cima. Gerar 200 contatos por mês não adianta se a sua equipe responde 40 no WhatsApp. Os outros 160 esfriam, e o anúncio leva a culpa.
Comece por uma meta que a sua operação aguenta hoje.
4. Multiplique
Orçamento mensal de mídia = meta de clientes novos × custo máximo por cliente
Um exemplo hipotético, só para enxergar a conta:
| Item | Valor |
|---|---|
| Lucro médio por cliente nos primeiros meses | R$ 300 |
| Quanto desse lucro você aceita investir | R$ 120 (custo máximo por cliente) |
| Meta de clientes novos por mês | 15 |
| Teto de investimento em mídia | R$ 1.800 por mês |
Repare que isso é um teto. Nos primeiros dias o custo real por cliente pode ficar acima dele, e é normal.
5. Confira se a verba é suficiente para a plataforma aprender
Este passo quase ninguém explica.
As plataformas de anúncio otimizam a entrega com base nos resultados que a campanha gera. A Meta (Facebook e Instagram), por exemplo, informa na Central de Ajuda para Empresas que um conjunto de anúncios costuma precisar de cerca de 50 eventos de otimização em uma semana para sair da chamada fase de aprendizado.
Faça a conta inversa. Se cada contato custa, digamos, R$ 25 e você investe R$ 300 por mês, vai gerar uns 12 contatos no mês inteiro. A campanha fica presa na fase de aprendizado, os resultados oscilam e a sensação é de que "anúncio não funciona".
Se a sua verba não comporta esse volume, você tem duas saídas. A primeira é otimizar para uma ação mais frequente, como cliques para o WhatsApp em vez de vendas finalizadas. A segunda é concentrar o dinheiro em uma única campanha, em vez de espalhar por cinco.
6. Reserve uma parte para testar
As primeiras semanas servem para descobrir qual público, qual anúncio e qual oferta funcionam. Separe parte do orçamento para isso e não julgue a campanha pelos três primeiros dias. O que importa é a tendência: o custo por contato está caindo conforme os ajustes acontecem?
Na nossa gestão de tráfego pago, esse cálculo é a primeira coisa que fazemos com o cliente, antes de abrir qualquer campanha.
Quanto da verba vai para cada plataforma?
Depende de onde o seu cliente está quando decide comprar.
Google Ads pega a pessoa que já está procurando: "dentista em Dourados", "conserto de ar-condicionado", "contador perto de mim". A intenção é alta, e o clique costuma ser mais caro. Um detalhe que assusta muita gente: o Google pode gastar até o dobro do orçamento diário em um dia de mais procura, mas compensa nos outros e não passa do orçamento diário multiplicado por 30,4 no mês.
Meta Ads (Facebook e Instagram) cria demanda. A pessoa não estava procurando, mas vê o anúncio e se interessa. Funciona muito bem para negócios visuais, promoções e marcas que precisam ser lembradas na cidade.
TikTok Ads vale o teste se o seu público é mais jovem e você consegue produzir vídeo com frequência.
Para empresas locais, a configuração que mais economiza dinheiro é a de localização. Anunciar só para quem está em Dourados e nas cidades que você realmente atende evita pagar por cliques de quem nunca vai pisar na sua loja.
Erros que fazem a verba sumir (e não são culpa do orçamento)
Um erro comum é dobrar o investimento quando o problema está depois do clique. Antes de aumentar a verba, confira estes pontos:
- A página de destino não convence. Mandar o anúncio para a página inicial do site, ou direto para o perfil do Instagram, obriga a pessoa a procurar o que fazer. Uma landing page com uma oferta e um botão claro costuma converter bem mais.
- O WhatsApp demora a responder. Um contato que espera três horas por uma resposta muitas vezes já fechou com quem respondeu primeiro. Automatizar a primeira resposta e o follow-up recupera vendas que você já pagou para gerar.
- Ninguém sabe de onde veio a venda. Sem pixel e sem conversões configuradas, você não sabe qual campanha deu retorno, e passa a cortar justamente a que funcionava.
- Verba espalhada demais. Cinco campanhas de R$ 10 por dia aprendem menos do que uma campanha de R$ 50.
Quando aumentar (ou reduzir) o investimento
Olhe os números toda semana. Não todo dia: a oscilação diária engana.
Se o custo por cliente está abaixo do seu limite e a equipe dá conta do atendimento, aumente aos poucos. Aumentos grandes e bruscos podem jogar a campanha de volta na fase de aprendizado.
Se está acima do limite, mexa primeiro no público, no anúncio e na página. Cortar a verba pela metade raramente resolve um problema de mensagem.
E se chegam muitos contatos e poucas vendas? Aí a conversa é sobre qualidade do público e processo comercial. Uma consultoria de marketing e vendas ajuda a encontrar onde o funil vaza.
Perguntas frequentes
Qual o valor mínimo para investir em tráfego pago?
As plataformas aceitam orçamentos de poucos reais por dia, mas esse é o mínimo técnico. O mínimo que funciona é o que permite à campanha gerar resultados suficientes para aprender (veja o passo 5). Com verba muito baixa, otimize para ações mais frequentes, como mensagens no WhatsApp.
Vale a pena investir pouco em tráfego pago?
Vale, se você concentrar a verba em uma campanha, em uma região e em uma oferta, e acompanhar os números. O que não funciona é investir pouco e espalhar por vários públicos e plataformas ao mesmo tempo.
Devo investir uma porcentagem do faturamento?
É uma referência comum, mas parte do faturamento, e não da margem. Prefira calcular pelo custo máximo por cliente: assim o orçamento acompanha o lucro que cada venda deixa.
Em quanto tempo vejo resultado?
Os primeiros contatos podem chegar nos primeiros dias. Já a estabilidade de custo costuma vir depois que a campanha sai da fase de aprendizado e passa pelas primeiras rodadas de ajustes.
Próximo passo
Pegue uma folha e preencha os quatro números: lucro por cliente, custo máximo por cliente, meta de clientes e capacidade de atendimento. Em dez minutos você sabe quanto investir em tráfego pago com muito mais segurança do que qualquer tabela da internet.
Se quiser fazer essa conta com os números reais da sua empresa, a equipe da Criafix monta esse diagnóstico com você, aqui em Dourados.